Onde andas tu verinha?


Férias


TAG- se eu fosse... e porquê?

Mais uma TAG roubada do blog da Matilde, sintam-se à vontade em roubar também. Se eu fosse...

1- um mês…
Abril, é um bocado como eu, dias bons e dias maus...
2- um dia da semana… Sexta, é o fim da semana e também o dia que temos em família.
3- uma estação do ano… Outono! É como a Primavera mas sem o pólen ahahah
4- um planeta… Terra, gosto muito das minhas raízes e acho que é um planeta fantástico!
5- uma direcção… Sul, uma casa a sul apanha sempre sol
6- um móvel… Mesa, adoro reunir pessoas
7- um pecado… Gula, fala por si né?!
8- um sentido… Difícil mas visão, porque tenho uma grande memória fotográfica
9- uma pedra… Uma pedra da calçada cheia de histórias para contar
10- uma planta… Um cacto, gosto de acreditar que consigo sobreviver a condições adversas.
11- uma flor… Girassol, desde que vim para aqui que dou ainda mais valor ao sol, faz-nos felizes e devíamos aproveitar todos os bocadinhos dele.
12- um clima… Talvez sub-tropical, nunca faz muito frio mas não deixa de haver chuva
13- um prato de comida... Sushi! É bastante complexo e nem toda a gente gosta.
14- um instrumento musical… Bateria, porque não tenho problemas em dizer o que penso
15- um elemento… Fogo, sou muito impulsiva
16- uma cor… Vermelho, vivo intensamente.
17- um animal… Ouriço-cacheiro, fofo à primeira vista mas se o chateiam pica!
18- um som…. As ondas do mar, nunca param e têm ritmo...
19- um sentimento… Felicidade, porque consigo ser feliz com pouco...
20- um lugar… Nova Iorque, porque também eu durmo pouco
21- um sabor… Limão, não é para todos os gostos
22- uma palavra… Impulso.
23- um objecto… Uma lanterna, porque sou o farol da minha filha, a luz que a guia.
24- uma parte do corpo… Cabeça, sou muito racional apesar de impulsiva grande parte das minhas decisões são extremamente pensadas!
25- um numero... 33, ainda só tenho 33 anos durante mais uns dias ehehe
26- um simbolo… µ, a minha vida profissional situa-se no ramo microscópico.
27- uma musica… "I'm okay" da Áurea

Sintam-se à vontade para levar esta TAG para os vossos cantinhos...

Updates da Bia


Porque este blogue é sobre a minha vida, vou fazer um pequeno apanhado dos últimos desenvolvimentos da Bia e nossos.
As otites ainda não nos deram tréguas, desde Novembro, pode ser que com o bom tempo a coisa melhore...
Já dá passos sozinha, já chegou a dar 10, mas tem medo de cair então assim que consegue agarra-se a alguma coisa, já se coloca em pé sem qualquer ajuda também.
Já sabe descer de todo o lado com as pernas primeiro incluindo do escorrega.
Adora subir escadas.
Dá beijos de esquimó.
As palavras mais recentes são deixa-me, maçã, água, dá-me e isso (em holandês "dit").
Já tem os primeiros molares e já foi ao dentista.
Já come sozinha, mesmo sozinha, só é preciso ajudar no final.
Continua a ser uma miúda bem disposta e carinhosa. Tem os momentos dela mas faz parte deste processo que é crescer...
E nós, os pais, estivemos numa fase menos boa, andávamos distantes, e impacientes e daí vira bola de neve, impaciência leva a distância que por consequência leva a mais impaciência e a mais distância... Falámos, reconhecemos a nossa quota de culpa e comprometemo-nos a trabalhar mais na nossa relação e nas nossas falhas...




O sono dos bebés

Já falei algumas vezes sobre o sono de bebés aqui e aqui por exemplo. A Beatriz continua a dormir bem, com noites melhores e piores e fases melhores e piores (escrevo isto depois de uma noite de porcaria). Mas sou mesmo agradecida por ter tido ajuda de uma amiga nesta questão do sono, por ter decidido dedicar-me a criar rotinas e horários (mesmo que eu gostasse que fossem um pouco diferente mas há coisas que nem com a mudança da hora lá foram, como ela acordar mais tarde), porque ela dorme na maioria das vezes bem.

Mas o post de hoje é sobre sono e ecrãs... Há muitas mães que decidem ver tv enquanto os seus bebés dormem nos braços delas e isso, é um péssimo hábito. A qualidade de sono é afectada pela luz e barulho e colocar uma criança a dormir com luz e barulho faz com que o sono seja menos reparador. Eu noto que se a Bia dorme no carrinho enquanto vamos em passeio à tarde, para a adormecer de noite é pior. Sempre que ela dorme pior provavelmente as sestas foram más. Sim outro mito é o de que os bebés para dormir de noite não devem dormir tanto de dia mas, na realidade, é um equilíbrio porque se dormirem de menos vão ficar super irritadiços e vai custar mais a adormecer...

Vou só citar este artigo aqui sobre sono e ecrãs da Andreia Neves, leiam todos do site dela se tiverem tempo bem como todo o blog da Carolina Albino que tem imensos artigos nomeadamente este aqui e este sobre rotinas e sono do bebé. 


Tarte de limão merengada

Sou muito muito picuinhas com sobremesas e com tarte de limão merengada ainda mais! Por norma as sobremesas que me causam mais dissabores são cheesecake e a tarte de limão merengada. Mais recentemente a tarte de maçã juntou-se à lista, porque a receita dos holandeses é simplesmente fantástica e tudo o resto decepciona...

Mas hoje venho trazer-vos a minha receita de tarte de limão merengada que é basicamente a base do meu cheesecake, curd de limão com menos açúcar que o convencional porque gosto dele com um ligeiro travo acídico e um merengue simples, doce e macio para contrastar com o ácido do recheio e a firmeza da base.

Base:
1 pacote de bolacha Maria (200g)
100-125g de manteiga

Recheio:
2-3 limões, sumo e raspa
4 gemas
70g de açúcar (ou mais a gosto)

Merengue:
4 claras
70g de açúcar


Começa-se por triturar as bolachas, eu uso um processador por ser mais rápido mas quem não tem pode colocar num pano e passar o rolo da massa por cima. Colocar numa tarteira/forma que dê para ir ao forno.
Derreter a manteiga no microondas lentamente e incorporar nas bolachas. Espalhar a base homogeneamente na tarteira com a ajuda das mãos ou do fundo de um copo. Colocar no congelador.

Seguidamente faz-se o recheio de limão, coloca-se os ingredientes todos numa panela e mexe-se com uma vara de arames ou uma colher (preferencialmente a primeira mas caso não haja há que ser prático). Coloca-se a pena em lume médio/brando para espessar a mistura sem parar de mexer. Quando ficar cremoso retira-se do lume e deixa-se arrefecer bem antes de colocar por cima da base. Eu provo sempre antes e se achar necessário acrescento mais uma colher e açúcar mas eu gosto dele com um travo ácido, afinal é de limão né?!

Por último faz-se o merengue batendo as claras em velocidade alta (há quem junte gotas de limão e/ou sal mas eu não noto grande diferença). Quando começam a espessar juntar o açúcar e bater até estar bem ligado. Colocar por cima do recheio, fazer picos com a ajuda de uma colher ou faca e levar ao forno pré-aquecido a 200 graus, com ventilação e com a grelha ligada (se der para escolher coloquem no médio e não no máximo) até dourar. Atenção que é rápido, poucos minutos e já está!

Depois volta-se a colocar no frigorífico até servir...


Somos uns sortudos!

Se me estão a ler é provável que façam parte da população que tem sorte!
Sorte em não viver num local de guerra em que a qualquer momento pode levar com um míssil ou bala.
Sorte em ter acesso a tudo! TUDO! Internet, electricidade, água potável a sair pela torneira.
Sorte de poder andar na rua, levantar, ir para o trabalho, no regresso passar no supermercado porque já não há pão ou leite ou só porque apetece fazer um bolo e nos falta fermento.
Sorte porque tem uma casa, um tecto, mobília, medicamentos, hospitais.

Os nossos problemas são relativos, muito relativos... Nem sequer são problemas a sério na maioria das vezes. Acho que os portugueses perceberam isso, perceberam que podiam ajudar uma causa muito maior. A UNICEF Portugal, após 2 semanas, conseguiu enviar 1Milhão de Euros para ajudar a população em Moçambique afectada pelo ciclone Idai. É em momentos destes que se consegue ter esperança na humanidade...

Ainda podemos ajudar mais, ao fazer o IRS coloquem o NIF 500 883 823 e nem sequer vos custa nada! Vamos fazer com que eles tenham mais motivos para sorrir...


Desigualdade de género

De acordo com o "2018 report on equality between women and men in the EU" ainda temos um longo caminho até à igualdade! Se nalguns indicadores estamos melhores, noutros nem por isso e ao longo do tempo tem havido anos melhores, seguidos de anos melhores falhando alguma consistência.
Na Holanda é frequente que as mulheres trabalhem muito mais em pat-time do que os homens, coisa que não se verifica em Portugal. Esta diferença pode ser explicada pela falta de necessidade. No entanto mulheres mais dependentes economicamente, mais facilmente ficarão em relações abusivas ou apenas em situações onde não se sintam felizes porque não têm forma de se sustentar.
Um dos primeiros gráficos, no entanto, mostra uma realidade que me chocou! Quase metade dos portugueses acham que o papel mais importante da mulher é o de cuidar da casa e da família, ao contrário dos holandeses (apenas 15%).

Provavelmente o motivo por não haver mais mulheres no poder prende-se com preconceito e expectativas. Ainda é expectável que a mulher dedique mais tempo à casa e à família. Se uma mulher é ambiciosa muitas vezes é vista como agressiva, mas se for um homem é visto como um bom líder. (https://us.experteer.com/magazine/why-arent-more-women-in-power-positions/)
Muitas vezes culpa-se diferenças de comportamentos/interacções para a falta de mulheres em cargos de poder, mas um estudo feito em 2017 mostra que os comportamentos são bastante semelhantes logo é uma questão de preconceito que faz com que as mulheres nãos sejam promovidas. (https://hbr.org/2017/10/a-study-used-sensors-to-show-that-men-and-women-are-treated-differently-at-work)

Penso que tenha sido por causa dos motivos supre citados que se chegou às quotas. Talvez não seja a melhor forma de se ter as pessoas mais competentes num determinado papel, pelo menos não necessariamente. No entanto, como o problema parece ser uma questão de preconceito e não falta de competência, temos de começar por algum lado. O objectivo é que a igualdade de oportunidades seja uma realidade e as quotas não sejam necessárias como forma de garantir que se terá em conta uma mulher para o cargo.

Temos um longo caminho pela frente e depende de nós mudarmos a fora como se encara o papel da mulher na sociedade. Depende de todos nós, homens e mulheres, que a igualdade passe a ser uma realidade, no trabalho e em casa!

Só porque fiz tratamentos de fertilidade

Só porque fiz tratamentos de fertilidade não tenho de adorar estar grávida!

Só porque fiz tratamentos de fertilidade não tenho de adorar as noite complicadas!

Só porque fiz tratamentos de fertilidade não tenho de achar a amamentação algo fantástico!

Só porque fiz tratamentos de fertilidade não me julguem se tiver depressão pós-parto!

Só porque fiz tratamentos de fertilidade não sou muito diferente de qualquer outro pai ou mãe!


Quantas vezes me disseram para não dizer que não gostava de estar grávida, afinal tinha sido com esforço extra... Não gostei mas não me arrependo de cada injecção que tomei!
Muita gente esconde que faz tratamentos de fertilidade pelo que terceiros vão pensar e depois escondem o que sentem porque era algo que queriam tanto que não podem ter pensamentos menos positivos...
Sentimos o que tivermos de sentir independentemente se foi por "acidente", planeado, com tratamentos ou até adoptado. Não quer dizer que se prefira não ser mãe.


Questionar quem sou após a maternidade

Não tive, não tive esse momento de me questionar quem sou agora, quem sou para além da mãe da Beatriz? Não sei se foi porque ela foi planeada, se é a minha veia de cientista que tem de saber tudo, mas eu preparei-me mesmo para isto. Eu sabia que o corpo muda, a vida muda. Foi uma decisão consciente, ponderada!
Não me custa não ter tempo para treinar mais, porque é opção minha não o fazer para estar com ela e com o Ricardo. Não me consome acabar por ficar mais por casa para manter as rotinas dela e ter de escolher os timings para sair de casa. Não é o fim do mundo demorar mais de 5 minutos para sair de casa porque tenho de a preparar a ela e certificar-me que tenho tudo o que preciso e mais alguma coisa.

Eu continuo a ser a Vera de sempre, que passou também a ser mãe, claro que implica mudança, claro que implica alterar prioridades, mas quando pensei em ter um filho já sabia disso, não foi um choque!
Não tive nenhuma dúvida existencial.

Claro que há momentos que questiono se estou a fazer o melhor para ela, se sou boa mãe, mas isso é por ela e não por mim (não sei se me faço entender). A única coisa que me apoquenta é não ser capaz de controlar o que vai acontecer. Já me aborrecia antes porque sou uma control freak mas neste caso é mais extremo. Não quero mesmo que ela morra, fique gravemente doente, nem doente de todo quanto mais. Não quero que lhe façam mal, que seja gozada, que lhe partam o coração, que lhe digam que não pode ser o que quiser porque "não é uma profissão de mulheres". Por outro lado, sei que não posso mesmo controlar nada disso, então trabalho para que a falta de controlo sobre o futuro dela não me consuma nem controle o meu presente...

O corpo mudou, um bocadinho, mas não é o fim do mundo, não me chateia mais do que antes. Já antes não gostava particularmente dele (culpa minha) e agora só há outras coisas que não gosto, maioritariamente nem posso fazer nada, tipo cicatrizes que fizeram colóide... Mas isto tudo nunca me fez ter um momento de dúvida existencial, de introspecção de quem sou eu, porque eu, na minha essência, não mudei! Continuo fiel a mim mesma, aos meus princípios, valores, moral, EU não mudei! Apenas acrescentei algo à minha vida cuja única e espectacular coisa que fez foi trazer-me amor incondicional e a certeza de que, ser mãe, era o que faltava à minha vida para ter ainda mais sentido!

Acredito que nem todas as pessoas sintam o mesmo e não são piores ou melhores que eu ou alguém, é o que sentimos ponto final. Há quem tenha mais dúvidas, quem sinta as mudanças de forma mais ou menos intensa. Não há certos ou errados.