Agadir

Passaram 2 meses e eu nada de post... Não foi por não ter adorado, que adorei. Mas agora vai!
Sabíamos de antemão que o tempo não ia estar fantástico, a rondar os 24 graus, mas com o vento às vezes ficava fresco. Valeu-nos a piscina dos putos, onde a Beatriz se fartou de fazer apneia e nadar e saltar com água quentinha, às vezes quente demais.
A nossa ideia era ir de férias no sentido real da palavra, quando vamos a Portugal não sabe bem a férias porque há sempre mil coisas para fazer e pessoas para ver. Então achámos que merecíamos ir para um resort, tudo incluído para nem ter de pensar onde vamos comer e Agadir costuma ter boas temperaturas e encontrámos um preço excelente.
Ficámos no Labranda Dunes D'or que ficava coladinho à praia com camelos sempre a passar (podia-se pagar para andar de camelo), tinha tobogãs (não usámos muito), piscinas, kids club (usámos pouco), vários restaurantes e bares. Mas o nosso canto preferido foi uma pérgola junto à praia onde passámos muitas manhãs e fins de tarde.

O pessoal foi todo muito simpático e os quartos eram espaçosos, a casa de banho ok mas limpo. Com frigorífico e até um estendal na banheira (corda extensível), muito útil!
A comida foi sempre bastante razoável, muitas tagines, borrego delicioso, peixe grelhado, panquecas marroquinas deliciosas e MORANGOS, os melhores morangos que já comi na vida! A sério! O staff muito simpático, muito sorridente e ficaram todos amigos da Bia, no último dia até teve direito a uma rosa de papel e uns beijos repenicados na bochecha.
Restaurante de peixe que ao jantar foi fantástico mas ela estava de telha e ao almoço foi uma desilusão (os mesmos pratos, completamente diferente!). O Restaurante marroquino apesar de ter boa comida o serviço foi mauzinho, eles tentavam mas não davam conta.

Um dia fomos a um mini-zoo, Les vallée des Oiseaux, entrada gratuita, com cabras, lamas, muitos pássaros, mas achei que estava um bocado mal tratado. Na volta passámos a comprar uma bóia para a Bia e uma tagine, tudo regateado a um preço bastante considerável.

Antes de virmos embora fomos ao mercado, mas antes o taxista parou no museu do óleo de Argan, fomos ver como é que se faz e é trabalho super árduo feito por mulheres. Fora a apanha ter de ser manual, depois têm de extrair a noz retirando a polpa e por fim a semente partindo a noz, depois colocam a semente numa espécie de mó com uma pedra grande, abaulada com uma pega, em cima de uma outra lisa. Rodam a pega manualmente para extrair o óleo. Hoje em dia a rotação da pedra superior é também feita por máquinas.
Seguimos para o mercado no mesmo táxi (o senhor ficou a tomar café enquanto esperava e não cobrou mais) e adorei. O cheiro a fruta era fantástico, tinha imenso artesanato, nomeadamente caixas de madeira com compartimentos escondidos (comprámos uma), doces, chás, óleo de Argan e produtos com óleo, tudo e mais alguma coisa. Mas o que mais me impressionou foi que eles usavam 99% das vezes sacos de algodão (parecia-me pelo menos) em vez de plástico e acho que devíamos aprender mais com eles neste aspecto!

Aeroporto com imensos azulejos lindos, alguns edifícios com traço mais tradicional lindos, um areal enorme, comida boa e pessoas simpáticas, carros alguns sem cinto de segurança, uma realidade muito diferente da nossa... Adorei porque consegui descansar, Marrocos é para voltar num contexto mais cultural e menos de resort!













18 meses :D


E assim passaram 18 meses, a voar... Está tão crescida...

Melhor que nada mas tão pouco...

Ando numa crise existencial... Sempre me senti um bocado inútil no que toca a mudar o mundo, desde que fui mãe que isso mexe ainda mais comigo e desde que li algumas entrevistas ao Dr. Denys Mukwege, mas principalmente esta, que fiquei tão triste por não conseguir mudar nada... E partilhamos as histórias e fazemos doações para ajudar as vítimas desta catástrofe e outras, e tentamos dar educação às gerações vindouras mas, até lá, as atrocidades continuam a acontecer e não há nada que se consiga fazer... A ONU, UNICEF e outras organizações mundiais, que se encontram no terreno, não conseguem mudar mentalidades em dias ou meses, nem mesmo em anos muitas vezes.
Se os grandes pouco têm conseguido fazer eu nem uma migalha faço... Tento, mas acho pouco, muito pouco, melhor que nada mas tão pouco... 
Ando também a ver de projectos locais que possa apoiar ou até projectos em Portugal, sei que muita gente passa mal em Portugal, que há quem não tenha qualquer dignidade para viver porque o estado não protege sempre quem precisa...
Se tiverem ideias serão muito bem vindas...

Vai que dá- os timings e frustrações das inseminações

Fazer tratamentos faz com que tenhamos a nossa vida planeada ao dia e à hora. Isto de ter timings para tudo, de injecções, ecografias e inseminações faz com que a nossa vida fique ligeiramente limitada.
Chegámos a ir a Portugal de forma imprevista e improvisada, apareceu-me o período ainda em Portugal e marquei a nova ecografia para o meu regresso... Por acaso correu bem e eu sabia mais ou menos quando deveria ser a altura, a única vantagem destes timings todos cronometrados é que acaba por ser bastante previsível.

Lembro-me bem de ser frustrante, não é a logística mais fácil e depende um pouco da nossa postura. Chegámos a ir a Bruxelas de carro, ter com uns amigos, e dei injecções no carro (a primeira que me dei a mim própria) e até em casas de banho públicas. Eu tentei sempre descomplicar, depois de cada inseminação íamos passear e namorar para tentar dar normalidade ao dia...

Mas no final valeu a pena!



Tudo de uma vez

Há umas 2 semanas começou um surto de varicela na creche, aqui os miúdos podem ir doentes mas as educadoras não administram nada que não seja prescrito pelo médico, nem paracetamol. É desencorajado levar crianças que estejam prostradas e acho que ninguém quer levar os miúdos desconfortáveis e infelizes.
Eu pedi que colocassem a Bia perto dos outros miúdos, é uma daquelas doenças que em criança é bem mais fácil de lidar e, se tudo correr bem, apenas se tem 1 vez.
Em vez de varicela, há cerca de uma semana voltámos aos problemas com os ouvidos, com líquido a sair dos dois ouvidos e os caninos inferiores a rebentarem em força também.
Entretanto segunda-feira ao fim do dia apareceu a primeira bolha que hoje, quarte-feira, já está a secar. Até agora não está terrível mas tem algumas numas zonas que coitadinha... Espero que não seja muito mau e que consigamos diminuir o desconforto dela. Entretanto desde as 4h que mal dormimos por isso hoje vai ser um dia difícil!

Festa na creche


Domingo que passou a creche da Beatriz deu uma festa. todos os anos fazem uma grande festa para todos. Este ano tinham um castelo insuflável com escorrega incorporado, pinturas faciais, uma senhora a fazer com balões tudo o que se quisesse, comida, bebida, uma mini quinta com coelhos, pintos e porquinhos da índia e música.
A Beatriz ficou um bocado perdida/desorientada. Por um lado estávamos na escola, por outro nós não fomos embora e estava imensa gente, tudo no recreio. Apesar disso divertiu-se a ver os bichos, andar nuns balancés e na caixa de areia. Conhecemos finalmente os pais dos outros 2 meninos portugueses, é sempre bom ter alguém para falar a nossa língua.
Foram umas horas divertidas e bem passadas e toda a gente se divertiu!


Isto é que é greve!

Hoje, terça-feira, há greve geral de transportes na Holanda toda. Isto significa que não há transportes públicos alguns no país. Conseguiram ter 4 comboios por hora entre o aeroporto de Amesterdão e a Estação Central (costumam ser 15) e pouco mais no país inteiro por isso foi aconselhado a que quem pudesse ficar em casa, ou o trânsito seria infernal e provavelmente não se conseguiria chegar a lado algum em tempo útil.
Conclusão a cidade está uma calmaria, no trabalho somos meia dúzia e 5a e 6a é feriado ahahah. Eu vim porque venho de bicicleta assim como os poucos que cá estão. Alguns colegas foram a uma conferência e a organização arranjou shuttles que partem de 15 sítios diferentes espalhados por variadas cidades do país ou quem quisesse podia ficar num hotel e eles pagavam.
São 24h sem transportes, começou na madrugada de hoje até à madrugada de quarta. Assim é que se faz greve, para-se o país inteiro num dia a meio da semana (um dos mais movimentados), para ver se assim conseguem ser ouvidos.
O melhor mesmo é dentro das cidades andar de bicicleta, mesmo com toda a chuva que se faz sentir!
 Foto retirada da internet

Eleições europeias

Dia 23 de Maio lá fui eu exercer o meu direito, e a meu ver dever, de voto. Aqui vota-se sempre durante a semana, as mesas de voto estão, por norma, abertas das 7h30 até às 21h o que faz com que haja poucas desculpas para não votar.
Por norma os holandeses costumam ter boa adesão nas eleições, 75-80%, mas nas europeias costuma ser bem menor. Este ano, apesar do aumento de 4%, apenas 41,2% das pessoas foram votar.
O sistema aqui é um pouco mais complexo do que em Portugal. Os boletins de voto são enormes, até se dobram como uma carta topográfica, lembra-me os anos de escutismo, porque por cada padtido temos vários candidatos e votamos nos candidatos em Particular. Como decidir? Sinceramente tive 3 critérios a seguir, o primeiro foi escolher em que partido votar, depois dentro do partido ver se algum candidato vive na Bélgica (sim acho importante, vivendo em Bruxelas é menos provável que chegue a meio do dia segunda e saia a meio do dia na sexta por exemplo, o mesmo para outras cidades perto de Bruxelas) e o terceiro foi ver se dentro dos candidatos que moram na Bélgica se havia mulheres. Em princípio os candidatos defendem todos o mesmo e acho importante colocar um pouco mais de representatividade feminina no círculo político europeu.
O primeiro contacto com as eleições aqui foi um bocado chocante, com todos os candidatos mas agora que já sei faço alguma investigação em quem votar e tem corrido melhor...
Um colega meu, bem como todos os vizinhos do bairro, não receberam o passe de voto (documento a entregar quando se vota visto que se pode vota em qualquer lado), pediu uma segunda via e até ao dia nada, pena que não haja opção mas se isto aconteceu com um prédio inteiro deduzo que possa ter acontecido com mais pessoas. Triste e algo a evitar porque ele queria ir votar e não pode...
E vocês foram votar?

Nova rotina ao deitar

Desculpem a ausência mas depois de uma enxaqueca com direito a enjoos e lágrimas impossíveis de conter, estou de volta.
Uma pessoa acha que tem uma rotina que funciona e vai ser sempre assim, mas digo-vos que nós tivemos de alterar a nossa...
Ela começou a ficar imenso tempo para adormecer, choramingava, se lá íamos berrava e ainda era pior e estava cansada, não era falta de sono. Então um dia decidimos inserir a história antes de deitar, banho, cremes, pijama e vamos para o quarto meio escuro e com ela ao colo do Ricardo encostada eu leio a história (tem sido sempre o Nody mas já me enjoa, vou tentar variar mais, mas ela não se chateia), levanto-me no final, fecho a cortina, coloca-se o saco cama e cama. Às vezes nem sequer um ai, agora que já percebeu a rotina choraminga um bocado porque sabe o que aí vem mas cai na cama e dorme...
É assim, com bebés é assim, nunca se tem uma versão definitiva de rotinas ao deitar, com a idade precisam de mais tempo para acalmar, neste caso a história dá-lhe uns minutos para acalmar em pleno porque, mesmo não vendo TV, tablets e afins, ela quer é brincar connosco... Felizmente ela adora livros mas tenho poucos em português e em casa quero que ela aprenda português...

(saída do banho para me sentar no chão com ela, a ler)

Coisas inúteis para bebé

Fitas para segurar brinquedos e afins- já ouviram falar de atacadores??? Mais barato e faz o mesmo...

Chupetas que brilham no escuro- escolham umas quaisquer porque a luminosidade decai significativamente rápido e a meio da noite não sobra um resquício de brilho. Por isso, na realidade, é indiferente se brilha ou não.

Luvas de recém-nascido- Se não tiverem, não desesperem. Eu não tinha luvas pequenas o suficiente e sabem o que resulta bem? Meias, meias nas mãos.

Balança- primeiro eu cheguei a pesar a miúda dentro de um balde na balança digital de cozinha (dá até aos 8 quilos). Apenas porque ela tinha perdido mais de 10% de peso na maternidade e para seguir o desenvolvimento nas primeiras semanas (a primeira consulta foi aos 2 meses e a segunda aos 4). Mas na realidade, depois de perceber que ela estava a crescer bem, deixei de a pesar semanalmente (so o fiz até à consulta dos 2 meses). Ter uma balança em casa pode ser perigoso, pode induzir em erro e trazer stress fora que, na maioria das vezes não é, de todo necessário. Gastem o dinheiro em algo mais útil.

Protectores de berço- muita gente adere com mede do bebé pequeno dar cabeçadas nas grades e fazer algum traumatismo mas é um erro colocá-los até os bebés serem completamente exímios a rolar. Senão o que pode acontecer é ficarem com a cara contra aquilo e acabarem por sufocar. Um risco desnecessário. Já pensei em colocar agora, que a Bia se levanta da cama e tem imensa destreza, porque ela às vezes dá umas cabeçadas mas não se incomoda muito e continua a dormir...

Redes mosquiteiras- Deram-me uma portátil que nunca usei e há também as que se podem colocar por cima do berço. Quando o bebé já se levanta pode ser perigoso por isso é um item que eu dispensaria. Se viverem num local com Malária, Dengue ou até mesmo Zika então sim...

Aranhas- Um dos artigos que mais acidentes provoca e em 2004 levava 2 crianças ao hospital por dia (https://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=11587&langid=1) e em 20018 2 mil crianças nos EUA (https://nit.pt/fit/saude/as-aranhas-podem-afetar-o-desenvolvimento-dos-bebes-mas-continuam-a-venda). Contrariamente ao que se acredita não estimula a marcha, pelo contrário, impede o desenvolvimento do equilíbrio e coordenação motora e até pode alterar o desenvolvimento plantar e dos músculos dos membros inferiores.

Mobile para berço- aqueles bonecos que ficam pendurados na cabeceira e anda à roda. Eu acho um desperdício e uma possível distracção na hora de dormir, depende do bebé mas eu aposto que seria muito mais divertido ficar a falar com os bonecos do que dormir.







Dom Bacalhau

Sexta-feira passada fomos à piscina com a miúda e decidimos depois ir almoçar a um novo restaurante português que abriu perto de Amesterdão...
Fica numa zona industrial, nuns edifícios com nomes de cidades, primeiro pormenor que achei engraçado. Eles já lá tinham a loja e decidiram abrir o restaurante. Entrando o espaço está super bem decorado, tectos altos, pipas cortadas a fazer de candeeiros e caixotes de madeira a fazer de prateleiras, adorei.
O menu não é ainda muito vasto mas saltou à vista o bacalhau na broa e os pastéis de bacalhau. Pedimos 4 pastéis para entrada, veio também um prato com pão e uma broa fantástica e original porque tem bacalhau. O Ricardo bebeu uma cerveja e eu um copo de vinho. Como prato principal pedimos o bacalhau na broa e um bacalhau à brás.
O bacalhau à brás estava húmido como se quer, servido de uma bela salada (gostasse eu de tomate e pepino ahaha mas estava fresca e os produtos vêm de Portugal) e o bacalhau com broa foi o melhor dos dois pratos e é preciso ir com fome porque é bem servido, a Bia aprovou a Broa.
De sobremesa foi uma baba de camelo que, não sendo feita por eles, estava bastante boa e nada enjoativa.
De realçar que todo o pessoal foi muito simpático e prestável e que na loja ao lado se pode comprar um bocado de tudo, de chouriços a polvo, vinho e enlatados...
Sem dúvida a voltar!








Novidades da Bia num dia especial

Hoje é dia da mãe na Holanda então vou deixar aqui os novos feitos da miúda mais esperta do mundo:
Diz mais palavras como sapato, pato, bola e repete balão. tenta dizer borboleta. diz "já está" quando acaba alguma coisa e "está aqui" quando estamos a brincar ao "Onde está a Bia". Tira os sapatos, tenta-se calçar, exige que se coloque o cinto no carrinho e relembra-me de por e tirar o capacete na bicicleta, bem como tirar o cinto para ela poder sair (o que seria de mim sem ela me lembrar estas coisas?!). Ainda estamos a uns quarteirões de casa diz "papá" e começa a tentar tirar o capacete. A bicicleta tem sido uma aliada para a tirar de casa, diz "ieta?", ou algo do género, toda feliz e corre para a porta. Já tem uma música preferida, 22:22 do X-Tense. Quando vê revistas com fotos de comida finge que agarra e come. Tenta estalar os dedos (mais informação no post sobre Agadir), mete-se com toda a gente, seja a sorrir ou de dedo apontado a reclamar. Já começa a gostar mais de desenhar, continua a adorar ler. Tenta tenta imita o som do elefante e do macaco. Às vezes pede para colocar a mochila dela e anda de um lado para o outro com ela às costas. Deixa-nos limpar o nariz com um cotonete e quando vê uma unidose de soro mete no nariz. Quando dizemos tontinha ela aponta para a cabeça, sabe onde está o nariz, boca, barriguinha e olhos. Adora por e tirar meias das mãos e por creme no corpo.

Está uma fofa e continua a ser um bebé muito sorridente, com os seus momentos mais complicados mas temos conseguido contornar da melhor maneira que sabemos...


Os terríveis 2 anos

Uma pessoa tem um bebé, sabe que é desafiador e sabe que, aos 2 anos, vem uma fase que tem tanto de maravilhosa como de assustadora. Toda a gente fala dos terríveis 2 anos, das birras, dos acessos de raiva, do choro incontrolável em que querem tudo mas não querem nada.

O que ninguém me disse foi que podia começar pouco depois do ano. A Beatriz desde os 14 meses, de vez em quando, tem uns acessos de raiva e choro que parece que lhe entrou o diabo no corpo. Não quer colo, não quer chão, não quer contacto mas também não quer estar sozinha. Pode ser por coisas simples, como termos de ir para casa ou ela quer um garfo em vez de uma colher, e nós não adivinhámos (sim porque ela ainda não consegue dizer que quer um garfo em vez de uma colher e no meio de tanta lágrima e soluços nem conseguiria).
Chora, atira-se para trás (nós fazemos com que não bata com a cabeça no chão) e fica a chorar e rebolar no chão por alguns minutos, costumo dar-lhe algum espaço e tempo para libertar energia e depois tento captar a atenção dela, se tentar logo distraí-la costuma ser pior. Por vezes funciona à primeira, outras vezes tenho de lhe dar mais tempo. Especialistas dizem que ir embora não é a melhor solução, aliás é a pior. É negligenciar os sentimentos da criança e eu até percebo, eu não deixo um amigo a chorar sozinho, até podemos não dizer nada mas não o deixamos a chorar sozinho mesmo que já o tivéssemos avisado que isso ia acontecer. Por isso é ficar perto da criança, dizer que estamos ali, ver o que ajuda porque com o tempo vamos percebendo melhor.

Já há situações que tento antecipar, dizer que temos de ir para casa que é hora de jantar, sei que ela não quer mas tem de ser e assim, ao fim de uns dias de mega birras, ela não ficando feliz por entrar em casa faz uma birra menor. Também ajuda descalçar logo os ténis (não sei se é a realização de que vamos ficar em casa) mas nem tem feito praticamente birra nenhuma. Tenho-a deixado brincar um bocado à porta de casa, quando ela começa a subir estadas digo que está na hora de ir para dentro e agarro nela e ela esperneia e chora, coloco-a no chão e tiro os sapatos e ela acaba por acalmar rápido.
Já percebi que um preto principal se come com colher e a fruta com garfo (excepto banana que é à mão).
É um processo, quando sei que algo lhe vai despoletar uma crise tento explicar antes, dizer que percebo mas tem de ser e depois tentar lidar como consigo. Só espero que os 2 anos não sejam muito piores e eu consiga manter a calma sempre que necessário...

Desafio 1+3- Vera de A a Z

Amor- a vida só faz sentido com amor!

Bebé- o melhor da minha vida neste momento é a minha bebé.

Comida- adoro comer ahahah

Dúvida- tenho muitas dúvidas e detesto não saber tudo, mas tento sempre aprender.

Escutismo- fui escuteira 13 anos, moldou-me enquanto pessoa e fui muito feliz enquanto no activo. Tenho imensas memórias boas e agora já nem me lembro porque é que gostava tanto de raids nocturnos em que nos acordam a meio da noite para andar 20/30km, a ler mapas e tirar azimutes cruzados e fazer quebra-cabeças... É que eu gostava mesmo daquele masoquismo ahahah

Família- é o que nos dá bases e, se tivermos sorte (eu tive), asas para voar

Guerra- é uma das coisa mais estúpidas que a humanidade faz, não compreendo!

Humanitária- sou uma pessoa solidária, um coração mole e como o Ricardo diz, se não me contivesse doava o meu ordenado todo a tentar ajudar quem precisa

Ingénua- às vezes, às vezes sou um bocadinho ingénua e acredito nas pessoas.

Japão- é um dos países que está no topo da minha lista a visitar e das culinárias que mais aprecio.

Kuala Lumpur- porque ainda hei-de ir à Malásia

Lisboa- a minha cidade, a melhor cidade do mundo!

Mãe- uma das minhas bases e que me ajudou a chegar onde cheguei.

Nada- é-me muito difícil não fazer nada! Não pensar em nada... Ou estou a fazer ou estou a pensar.

Organizar- tem sido uma das minhas lutas que, finalmente, está a ser levada a sério, organizar o grupo do qual faço parte. Temos oficialmente equipas de trabalho no nosso projecto "getting organized".

Pai- outra das minhas bases mais importantes, um grande exemplo de homem e educador.

Querer- sou uma pessoa com força de vontade e quando quero algo luto por isso.

Ricardo- o grande amor da minha vida (até ver) e um excelente pai. Não estaria onde estou sem ele também.

São Vicente de Paulo- é onde estuda o nosso afilhado em Moçambique. Quero muito visitá-lo, conhecê-lo, estar com ele e aprender com ele.

Túlipas- a flor que mais lembra o país onde vivo agora não é verdade. Eu adoro e na altura delas são uma pechincha... Aliás as flores em geral são super baratas e é fácil ter sempre flores em casa.

Universidade- onde trabalho neste momento.

Verdade- é das coisas mais importantes e eu tento ser honesta, sincera e verdadeira

What a wonderful world- gosto muito da música e lembra-me as aulas de inglês do 2o ciclo, tivemos de traduzir a letra.

Xangai- um dos destinos que também está na minha lista. Adorava ir à China.

Yamazato- o  meu restaurante de cozinha japonesa preferido. Car por isso só dá para ir em ocasiões especiais..

Zangada- sou uma pessoa muito transparente e toda a gente sabe pela minha cara quando estou zangada e não é bom verem-me zangada...

O dia da mãe

O dia da mãe passou, claro que falei com a minha mãe, e mandei um beijinho à minha sogra bem como lhes mandei um vídeo que fiz um ano antes com a Bia, tão bebé...
Aproveito o post para agradecer à minha mãe por tudo, por me ter apoiado sempre, desde o sonho louco de ir para os Açores como a loucura de vir para a Holanda. Também agradeço por me ter dado ferramentas para ser independente e responsável, proporcionais à minha idade claro.
Por último, mas não menos importante, agradeço ter tido sempre exemplos de independência, ela e as minhas avós sempre foram trabalhadoras e independentes, a minha mãe acabou a licenciatura quando eu terminei a minha, com o meu avô muito doente (acabou por morrer) e depois disto tudo decide tirar uma pós-graduação com excelentes notas.
Muitas vezes só percebemos algumas coisas que os nossos pais fazem/dizem muitos anos depois, com alguma distância e alguma vivência percebemos que foi útil e nos moldou. Por isso obrigada pelas exigências que outrora achei uma estupidez mas que me fizeram ser quem sou hoje.
Obrigada também por respeitares as regras que traço para a Bia, são importantes para mim e agradeço que, independentemente de concordares ou não, tentas ajudar a mantê-las.


A brincar a brincar

Retomei o pole dance há 1 ano, tem sido mesmo difícil. Comecei a ir uma vez por semana, passei a ir 2 há uns 6 meses e durante muito tempo achei que nunca ia voltar a ter a força que tive. Até que antes de ir de férias consegui fazer um movimento que nunca tinha conseguido fazer antes, bem que tentava mas simplesmente não conseguia e um dia, do nada, consegui, não perfeito mas está a chegar lá.
Depois das férias tenho notado que a cada aula que passa consigo fazer um bocadinho mais e muita coisa é mais difícil porque a minha flexibilidade é terrível e precisamos de flexibilidade de ombros, de pernas, de tudo para que alguns movimentos sejam possíveis ou pelo menos para que seja mais acessível de fazer... Chegarei lá, está a ir devagarinho e na última aula consegui fazer tanta coisa que até fiquei maravilhada, não foi a aula mais exigente é facto, mas mesmo assim...
A força demorou a construir mas já está lá e agora é mais fácil continuar a ganhar o que falta para conseguir fazer truques mais xpto...



Holanda em grande!

A Holanda decidiu não permitir a entrada de Steven Anderson no país para dar uma palestra. Steven defende que se deveria exterminar a comunidade LGBT, que os gays são pedófilos e que não há provas de que o holocausto existiu.
Liberdade de expressão é diferente de discurso de ódio que não deve e não vai ser tolerado!
You go Netherlands!


Essenciais para férias com crianças

Foi a primeira vez que fomos de férias para fora da Europa com a Bia e claro que uma pessoa se preocupa com o que pode acontecer. Primeira coisa a pensar é que medicamentos temos de levar para a Bia(consegui resistir ao antibiótico, caramba num destino de férias mesmo em Marrocos não deve ser impossível conseguir um antibiótico)e para nós também.
Mas na realidade aquilo que nos safou foi um pacote de caril em pó. É verdade minha gente, já tinha acontecido em Portugal ir comprar um pacote de Caril quando a miúda não queria comer. Ela é assim, não quer comer mas se lá meter caril marcha e na maioria das vezes fingir que se mete não funciona que ela não é estúpida. Nem sempre foi preciso colocar, principalmente quando era borrego, mas digo-vos que nos safou pelo menos metade das vezes.
Quanto ao resto levámos roupa quase à conta, porque era uma muda por dia no mínimo. Chegou a levar uns casacos menos limpos e umas calças meio sujas, mas estamos de férias e ninguém quer saber, pelo menos eu não quero. Até eu andei suja porque só levei dois casacos de malha que ela meteu a mão toda suja ou usou como guardanapo...
Resumindo conseguimos ir 8 dias com 2 malas de mão (sendo uma dedicada a ela com fraldas para a viagem, muda de roupa, brinquedos e comida) e uma mala de porão onde foram 60 fraldas (gastámos 50 que ela faz muito cocó) e pacotes de leite porque ela acorda cedo e bebia o leite no quarto e depois íamos todos tomar o pequeno-almoço (sim ainda bem que levei os pacotes que tentámos dar o leite deles e ela detestou, tal como o iogurte). Só conseguimos isto porque era destino de praia, roupa leve...
Sobre o destino depois falarei.


The book swap conclusão

Mais vale tarde que nunca... Chegamos de férias e lá estava o meu livro à espera...
Obrigada Andreia, não seria o tipo de livro que eu escolheria mas é o bom deste desafio ser desafiada e ler coisas diferentes... Mas tenho amigas que leram e adoraram :D
Obrigada também à C. pela iniciativa. Para o ano espero que se repita e que eu não esteja a ir de férias para poder enviar o meu livro mais personalizado (por questões de tempo não deu, desculpa Catarina)
Eu enviei um livro que acho que toda a gente devia ler! "Missing microbes" que irei fazer review mais tarde...


TAG- se eu fosse... e porquê?

Mais uma TAG roubada do blog da Matilde, sintam-se à vontade em roubar também. Se eu fosse...

1- um mês…
Abril, é um bocado como eu, dias bons e dias maus...
2- um dia da semana… Sexta, é o fim da semana e também o dia que temos em família.
3- uma estação do ano… Outono! É como a Primavera mas sem o pólen ahahah
4- um planeta… Terra, gosto muito das minhas raízes e acho que é um planeta fantástico!
5- uma direcção… Sul, uma casa a sul apanha sempre sol
6- um móvel… Mesa, adoro reunir pessoas
7- um pecado… Gula, fala por si né?!
8- um sentido… Difícil mas visão, porque tenho uma grande memória fotográfica
9- uma pedra… Uma pedra da calçada cheia de histórias para contar
10- uma planta… Um cacto, gosto de acreditar que consigo sobreviver a condições adversas.
11- uma flor… Girassol, desde que vim para aqui que dou ainda mais valor ao sol, faz-nos felizes e devíamos aproveitar todos os bocadinhos dele.
12- um clima… Talvez sub-tropical, nunca faz muito frio mas não deixa de haver chuva
13- um prato de comida... Sushi! É bastante complexo e nem toda a gente gosta.
14- um instrumento musical… Bateria, porque não tenho problemas em dizer o que penso
15- um elemento… Fogo, sou muito impulsiva
16- uma cor… Vermelho, vivo intensamente.
17- um animal… Ouriço-cacheiro, fofo à primeira vista mas se o chateiam pica!
18- um som…. As ondas do mar, nunca param e têm ritmo...
19- um sentimento… Felicidade, porque consigo ser feliz com pouco...
20- um lugar… Nova Iorque, porque também eu durmo pouco
21- um sabor… Limão, não é para todos os gostos
22- uma palavra… Impulso.
23- um objecto… Uma lanterna, porque sou o farol da minha filha, a luz que a guia.
24- uma parte do corpo… Cabeça, sou muito racional apesar de impulsiva grande parte das minhas decisões são extremamente pensadas!
25- um numero... 33, ainda só tenho 33 anos durante mais uns dias ehehe
26- um simbolo… µ, a minha vida profissional situa-se no ramo microscópico.
27- uma musica… "I'm okay" da Áurea

Sintam-se à vontade para levar esta TAG para os vossos cantinhos...

Updates da Bia


Porque este blogue é sobre a minha vida, vou fazer um pequeno apanhado dos últimos desenvolvimentos da Bia e nossos.
As otites ainda não nos deram tréguas, desde Novembro, pode ser que com o bom tempo a coisa melhore...
Já dá passos sozinha, já chegou a dar 10, mas tem medo de cair então assim que consegue agarra-se a alguma coisa, já se coloca em pé sem qualquer ajuda também.
Já sabe descer de todo o lado com as pernas primeiro incluindo do escorrega.
Adora subir escadas.
Dá beijos de esquimó.
As palavras mais recentes são deixa-me, maçã, água, dá-me e isso (em holandês "dit").
Já tem os primeiros molares e já foi ao dentista.
Já come sozinha, mesmo sozinha, só é preciso ajudar no final.
Continua a ser uma miúda bem disposta e carinhosa. Tem os momentos dela mas faz parte deste processo que é crescer...
E nós, os pais, estivemos numa fase menos boa, andávamos distantes, e impacientes e daí vira bola de neve, impaciência leva a distância que por consequência leva a mais impaciência e a mais distância... Falámos, reconhecemos a nossa quota de culpa e comprometemo-nos a trabalhar mais na nossa relação e nas nossas falhas...




O sono dos bebés

Já falei algumas vezes sobre o sono de bebés aqui e aqui por exemplo. A Beatriz continua a dormir bem, com noites melhores e piores e fases melhores e piores (escrevo isto depois de uma noite de porcaria). Mas sou mesmo agradecida por ter tido ajuda de uma amiga nesta questão do sono, por ter decidido dedicar-me a criar rotinas e horários (mesmo que eu gostasse que fossem um pouco diferente mas há coisas que nem com a mudança da hora lá foram, como ela acordar mais tarde), porque ela dorme na maioria das vezes bem.

Mas o post de hoje é sobre sono e ecrãs... Há muitas mães que decidem ver tv enquanto os seus bebés dormem nos braços delas e isso, é um péssimo hábito. A qualidade de sono é afectada pela luz e barulho e colocar uma criança a dormir com luz e barulho faz com que o sono seja menos reparador. Eu noto que se a Bia dorme no carrinho enquanto vamos em passeio à tarde, para a adormecer de noite é pior. Sempre que ela dorme pior provavelmente as sestas foram más. Sim outro mito é o de que os bebés para dormir de noite não devem dormir tanto de dia mas, na realidade, é um equilíbrio porque se dormirem de menos vão ficar super irritadiços e vai custar mais a adormecer...

Vou só citar este artigo aqui sobre sono e ecrãs da Andreia Neves, leiam todos do site dela se tiverem tempo bem como todo o blog da Carolina Albino que tem imensos artigos nomeadamente este aqui e este sobre rotinas e sono do bebé. 


Tarte de limão merengada

Sou muito muito picuinhas com sobremesas e com tarte de limão merengada ainda mais! Por norma as sobremesas que me causam mais dissabores são cheesecake e a tarte de limão merengada. Mais recentemente a tarte de maçã juntou-se à lista, porque a receita dos holandeses é simplesmente fantástica e tudo o resto decepciona...

Mas hoje venho trazer-vos a minha receita de tarte de limão merengada que é basicamente a base do meu cheesecake, curd de limão com menos açúcar que o convencional porque gosto dele com um ligeiro travo acídico e um merengue simples, doce e macio para contrastar com o ácido do recheio e a firmeza da base.

Base:
1 pacote de bolacha Maria (200g)
100-125g de manteiga

Recheio:
2-3 limões, sumo e raspa
4 gemas
70g de açúcar (ou mais a gosto)

Merengue:
4 claras
70g de açúcar


Começa-se por triturar as bolachas, eu uso um processador por ser mais rápido mas quem não tem pode colocar num pano e passar o rolo da massa por cima. Colocar numa tarteira/forma que dê para ir ao forno.
Derreter a manteiga no microondas lentamente e incorporar nas bolachas. Espalhar a base homogeneamente na tarteira com a ajuda das mãos ou do fundo de um copo. Colocar no congelador.

Seguidamente faz-se o recheio de limão, coloca-se os ingredientes todos numa panela e mexe-se com uma vara de arames ou uma colher (preferencialmente a primeira mas caso não haja há que ser prático). Coloca-se a pena em lume médio/brando para espessar a mistura sem parar de mexer. Quando ficar cremoso retira-se do lume e deixa-se arrefecer bem antes de colocar por cima da base. Eu provo sempre antes e se achar necessário acrescento mais uma colher e açúcar mas eu gosto dele com um travo ácido, afinal é de limão né?!

Por último faz-se o merengue batendo as claras em velocidade alta (há quem junte gotas de limão e/ou sal mas eu não noto grande diferença). Quando começam a espessar juntar o açúcar e bater até estar bem ligado. Colocar por cima do recheio, fazer picos com a ajuda de uma colher ou faca e levar ao forno pré-aquecido a 200 graus, com ventilação e com a grelha ligada (se der para escolher coloquem no médio e não no máximo) até dourar. Atenção que é rápido, poucos minutos e já está!

Depois volta-se a colocar no frigorífico até servir...


Somos uns sortudos!

Se me estão a ler é provável que façam parte da população que tem sorte!
Sorte em não viver num local de guerra em que a qualquer momento pode levar com um míssil ou bala.
Sorte em ter acesso a tudo! TUDO! Internet, electricidade, água potável a sair pela torneira.
Sorte de poder andar na rua, levantar, ir para o trabalho, no regresso passar no supermercado porque já não há pão ou leite ou só porque apetece fazer um bolo e nos falta fermento.
Sorte porque tem uma casa, um tecto, mobília, medicamentos, hospitais.

Os nossos problemas são relativos, muito relativos... Nem sequer são problemas a sério na maioria das vezes. Acho que os portugueses perceberam isso, perceberam que podiam ajudar uma causa muito maior. A UNICEF Portugal, após 2 semanas, conseguiu enviar 1Milhão de Euros para ajudar a população em Moçambique afectada pelo ciclone Idai. É em momentos destes que se consegue ter esperança na humanidade...

Ainda podemos ajudar mais, ao fazer o IRS coloquem o NIF 500 883 823 e nem sequer vos custa nada! Vamos fazer com que eles tenham mais motivos para sorrir...


Desigualdade de género

De acordo com o "2018 report on equality between women and men in the EU" ainda temos um longo caminho até à igualdade! Se nalguns indicadores estamos melhores, noutros nem por isso e ao longo do tempo tem havido anos melhores, seguidos de anos melhores falhando alguma consistência.
Na Holanda é frequente que as mulheres trabalhem muito mais em pat-time do que os homens, coisa que não se verifica em Portugal. Esta diferença pode ser explicada pela falta de necessidade. No entanto mulheres mais dependentes economicamente, mais facilmente ficarão em relações abusivas ou apenas em situações onde não se sintam felizes porque não têm forma de se sustentar.
Um dos primeiros gráficos, no entanto, mostra uma realidade que me chocou! Quase metade dos portugueses acham que o papel mais importante da mulher é o de cuidar da casa e da família, ao contrário dos holandeses (apenas 15%).

Provavelmente o motivo por não haver mais mulheres no poder prende-se com preconceito e expectativas. Ainda é expectável que a mulher dedique mais tempo à casa e à família. Se uma mulher é ambiciosa muitas vezes é vista como agressiva, mas se for um homem é visto como um bom líder. (https://us.experteer.com/magazine/why-arent-more-women-in-power-positions/)
Muitas vezes culpa-se diferenças de comportamentos/interacções para a falta de mulheres em cargos de poder, mas um estudo feito em 2017 mostra que os comportamentos são bastante semelhantes logo é uma questão de preconceito que faz com que as mulheres nãos sejam promovidas. (https://hbr.org/2017/10/a-study-used-sensors-to-show-that-men-and-women-are-treated-differently-at-work)

Penso que tenha sido por causa dos motivos supre citados que se chegou às quotas. Talvez não seja a melhor forma de se ter as pessoas mais competentes num determinado papel, pelo menos não necessariamente. No entanto, como o problema parece ser uma questão de preconceito e não falta de competência, temos de começar por algum lado. O objectivo é que a igualdade de oportunidades seja uma realidade e as quotas não sejam necessárias como forma de garantir que se terá em conta uma mulher para o cargo.

Temos um longo caminho pela frente e depende de nós mudarmos a fora como se encara o papel da mulher na sociedade. Depende de todos nós, homens e mulheres, que a igualdade passe a ser uma realidade, no trabalho e em casa!